Celebração dos 30

Por Brenda Mar(que)s Pena
Presidente do Instituto Imersão Latina






Imagens: Quadro de Déia Leal "A revolta da mata" e foto de Déia e Brenda Mars, no jardim japonês da Feira do Livro de Ipatinga, em outubro de 2008.

A primeira mensagem de e-mail que li no ínicio de 2011, já dando boas vindas aos meus 30 anos, que completo neste dia 6 de janeiro foi o convite para participar da antologia "Trinta Escritores Mineiros do Século XXI" no Salão do Livro em Paris, que será lançada em 2012.

O convite foi feito pela artista plástica Déia Donadon, a qual tive o prazer de interpretar o livro de poemas Cenário Noturno em 2008, em uma performance na Feira do Livro de Ipatinga e também da Diva Pavesi, presidente da Divine Collection, a quem tive o prazer de conhecer em 2009, durante o I Encontro Internacional de Poetas del Mundo, realizado no Brasil, na capital mineira, organização da qual faço parte desde 2007 como Cônsul pela região leste de Belo Horizonte. A relação completa dos 30 escritores participantes, por ordem alfabética, segue abaixo:

01-Amélia Marcionila Raposo da Luz – ALB-Mariana – Pirapetinga - MG
02-Andreia Aparecida S. Donadon Leal- AMULMIG - Presidente da ALB-Mariana – Mariana - MG
03-Angela Togeiro – AFEMIL/AMULMIG/ALB-Mariana – Belo Horizonte - MG
04-Aníbal Albuquerque – ALB-Mariana – Varginha - MG
05-Auxiliadora de Carvalho e Lago – AFEMIL/AMULMIG – Belo Horizonte - MG
06-Brenda Mars (Brenda Marques Pena) – Presidente Instituto Imersão Latina – Belo Horizonte - MG
07-Cecy Barbosa Campos – Academia de JuizForana de Letras /ALB-Mariana – Juiz de Fora – MG
08-Célia Lamounier de Araújo – AMULMIG – Itapecerica – MG
09-César Olímpio Ribeiro Magalhães- Academia JuizForana de Letras - Juiz de Fora - MG
10-Conceição Parreiras Abritta- Presidente da AFEMIL- AMULMIG- Belo Horizonte – MG
11-Creusa Cavalcanti França – Presidente Fundadora do Centro de Estudos Literários. Membro Efetivo da AFEMIL E da AMULMIG. Vice-Presidente da Academia JuizForana de Letras. Juiz de Fora - MG
12-Douglas de Carvalho Henrique – Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes de Cons. Lafaiete - MG
13-Elisabeth Rennó – Presidente Emérita da AFEMIL/ AMULMIG - Academia Mineira de Letras – Belo Horizonte - MG
14-Elza Aguiar Neves – AFEMIL-AMULMIG- Belo Horizonte - MG
15-Gabriel José Bicalho – ALB-Mariana/ AMULMIG – Mariana-MG
16-Hebe Maria Rôla Santos – ALB-Mariana – Mariana - MG
17-José Benedito Donadon-Leal – ALB-Mariana – Mariana - MG
18-José Sebastião Ferreira – ALB-Mariana – Mariana - MG
19-Luiz Carlos Abritta- AMULMIG – FALEMG- Belo Horizonte- MG
20-Magda Lúcia Rodrigues - AMULMIG- AFEMIL - ALVINÓPLIS/MG21-Maria Goretti de Freitas – ALB-Mariana – Ipatinga - MG
22-Marilene Vieira de Castro – ALB-Mariana – CLESI – Ipatinga - MG
23-Marília Siqueira Lacerda – ALB-Mariana – CLESI – Ipatinga - MG
24-Marly Moysés Silva Araujo – Academia Marianense de Letras – Mariana - MG
25-Mírian Stella Blonski- InBrasCI-MG- São Gonçalo do Rio Abaixo - MG
26-Newton Vieira – AMULMIG – Curvelo - MG
27-Paulo José de Oliveira – Academia de Letras Formiga – Formiga - MG
28-Sílvia de Araújo Motta – Arcádia de Minas Gerais - Clube Brasileiro da Língua Portuguesa – Belo Horizonte - MG 29-Vilma Cunha – AMULMIG- Academia Triângulo Mineiro – Araxá - MG
30-Zaíra Melillo Martins – AMULMIG – Caeté - MG


E nesta data de celebração dos 30, como presidente do Instituto Imersão Latina e poeta, desde que descobri a luz do fim do útero de minha mãe, ao invés de pedir um presente para mim, quero chamar atenção para a importância de preservarmos as matas e a biodiversidade, a começar pelos locais próximos, onde passamos todos os dias e pelos pequenos gestos. E para aprendermos a escutar o clamos das matas, águas e montanhas, segue abaixo o texto , do Frei Gilvander Moreira, publicado hoje (06/01/1981), no Jornal Estado de Minas, na página 6, Caderno Opinião.

Mata do Planalto Clama por Preservação

A Mata do Planalto, situada nos bairros Planalto, Campo Alegre, Itapoã e Vila Clóris na região norte de Belo Horizonte, tem cerca de 300.000 m2, parte mata nativa. Com uma rica biodiversidade, abriga mais de 20 nascentes que abastecem o córrego Bacuraus, subafluente do rio das Velhas, principal afluente do rio São Francisco. É um dos poucos refúgios de pássaros da região que nos encantam diariamente com uma bela sinfonia. São mais de 68 espécies de aves, além de tatus, micos, cobras, lagartos, gambás, serpentes e anfíbios de várias espécies. Em sua flora exuberante há uma Copaíba, árvore rara que compõe a lista de espécies ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente, além de Ipê Amarelo, cujo corte é proibido pela legislação federal. Mas a Construtora Rossi está com projeto para construir na Mata do Planalto, em uma primeira fase, 16 prédios de 15 andares, num total de 760 apartamentos de luxo, com mais de mil vagas de estacionamento.

O prazo de execução das obras é de, no mínimo, três anos, período em que o ruído, a poluição e a destruição das vias públicas, motivados pela movimentação intensa de centenas de caminhões e máquinas pesadas, além do risco de acidentes nos bairros adjacentes. Se acontecer, devemos nos preparar para conviver com temperatura ambiente alta, provável falta d’água no médio prazo e queda da qualidade de vida com reflexo na saúde, educação e transporte que entrarão em colapso devido ao incremento de mais de 4 mil moradores no bairro (sem contar muitas outras construções que estão em curso) e o mais triste, a destruição da mata, das nascentes e de toda a biodiversidade da Mata do Planalto.

A Construtora Rossi afirmou que “não será um empreendimento estraga bairro” insinuando que não seriam construídos apartamentos para pobres, mas para ricos. Essa forma direta de discriminação contra os pobres, no fundo, tem como objetivo ocultar o que, verdadeiramente, irá estragar o bairro que é a destruição da Mata do Planalto, assim como a construtora Rossi fez no condomínio Botanique, em Nova Lima, onde ela foi multada pelo Ministério Público em um milhão de reais por construir além do permitido legalmente e por despejar rejeitos de construção e esgoto em área de preservação permanente - APP. Segundo a Lei Municipal 820, lei de uso e ocupação do solo, a Mata do Planalto é uma ADE - Área de Diretriz Especial - de interesse ambiental, requerendo estudos aprofundados sobre qualquer construção que se pretenda fazer em seu interior. Se afetar o meio ambiente, não pode. É óbvio que afetará.

Acesse: http://www.matadoplanalto.blogspot.com/

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