


Música e Poesia com Paulo Djorge, o acordeom de João Nascente e o violão do cantor e compositor Márcio Bomfim estarão presentes no Sarau Videoliteromusical.

A poeta mineira, multifacetária, Brenda Mar(que)s Pena lança Poesia Sonora: história e desdobramentos de uma vanguarda poética.
O jornalista escritor e documentarista Paulo José Cunha relança "Perfume de Resetá", uma poesia épica que conta a estória afetiva da Nação do Phyauí.
Nicholas Bher nos traz o seu recente
O livro “O Amor de Mariano”, reúne os contos publicados inicialmente em jornais, do maranhense Marco Paulo Haickel.
A poesia do criador do Coletivo dos Poetas, patrono da feira do livro da cidade de Alto no Piauí neste ano Menezes y Moraes, o poeta e engenheiro Marcos Freitas, piauiense, nascido na rua do barrocão mostram seus versos, prosas e algumas idéias.
O público apresenta a sua poesia em Poesia na Plateia.
Data : 02 de Dezembro de 2009
Horário: das 19h às 21h
Entrada Franca
PROGRAMAÇÃO
Marcos Freitas e Jorge Amâncio
Homenagem a Cassiano Nunes
Nicholas Behr
Brasiliada Poesia
Brenda Marques
Poesia Sonora
Paulo Djorge
Poesia e música brasileira
Paulo José Cunha
Livro Perfume de Resedá - poesia
Esta semana o Blog do Instituto Imersão Latina publicará textos do jornalista Alécio Cunha que deixa hoje tantos amigos sem fala, por causa da perda de um tão querido amigo que sabia colocar a poesia no caminho da imprensa mineira.
Começaremos com impressões críticas e poéticas sobre o trabalho de Aline Cântia, também amiga e jornalista, que é também uma das conselheiras do Instituto Imersão Latina. Posto também o poema de Rogério Salgado que expressa bem esse nosso sentimento de vazio provocado pela dor da perda da convivência.(entre as nuvens)
Meus amigos estão todos indo embora
eu, por enquanto
vou ficando por aqui
com aquela sensação de vazio
preenchendo-me os poros
as artérias, a alma, os versos.
Revejo catedrais que outrora
pensei um dia, edificar
entanto, o tempo escorre pelas mãos
entra pelos ralos
sem que ao menos, possa segurá-lo.
Alguns recitam versos lá
outros cantam entre nuvens
e cá, ficamos nós, desatando nós
nessa insegurança tão imperfeita.
Meus amigos estão todos indo embora
embora seja verdade, devo aceitar
aguardando que um dia
numa viagem menor
eu possa ver estrelas, constelações
e desvendar enfim, os mistérios dessa vida.
Rogério Salgado
(in Trilhas – Belo Poético/2007)
O coador, a voz e a poesiaPor Alécio Cunha
Para Aline Cântia, por saber narrar.
Os lábios se movem lentamente. Com cuidado e paciência, dá para contemplar o mínimo instante em que a pontinha da língua ultrapassa a fronteira da boca, voltando rapidamente à sua geografia de origem. Bom mesmo é ouvir o resultado desses movimentos sutis, quando a voz entra em cena, burilando a brevidade do momento.
É a carne da linguagem, cerne que brota histórias, fruto de verdades alheias e construção, metamorfose a partir das vivências dos outros. Contar uma história não é ato fácil. Antes de mais nada, é resultado de longo processo de assimilação cultural, onde o coração de quem conta deve estar intimamente ligado ao de quem ouve.
Simbiose gestada pela escola dos afetos, de repente, estamos diante de um êxtase, ludibriados pela aventura da língua, fala que seduz, ora sintética, ora demorada.
E como é gostoso ser enveredado por estas trilhas. O ouvinte permanece sem eira, nem beira, à deriva de um vestígio qualquer. A linda moça que conta sua história, os cabelos negros e olhos de jabuticaba madura, não usa só a potencialidade da voz para extrair da história todo seu amálgama de fúria e delicadeza. O corpo, inteiriço, se insinua, abrindo leques à pluralidade da narrativa.
As mãos, ágeis, tiram da sacola o pó de café e o surrado coador. É impossível trazer ao terreno do escrito a emoção daquela narrativa. Dois objetos que se tornam amigos inseparáveis, sendo que os fragmentos de um, moléculas e átomos do outro, apostam em um amor híbrido e pulsante.
Esta história, apesar dos pessimistas de plantão, sempre muitos, tem, claro, um final feliz. Um dia, o pó de café chega à finitude frágil daquele pacote. O coador, amarrotado, ganha a ênfase do abandono.
Até que um dia, esses objetos tão sujeitos, transformados em um só, o pedaço de pano cheio de minudências de café, viram um prosaico vaso de flores, pura poesia.

Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal. Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.
importantes salões de vários países.
Sete filmes serão apresentados gratuitamente no Instituto Cervantes. Os gêneros são variados e as obras trazem histórias do cotidiano de pessoas chilenas. A Mostra de Cinema Chileno, organizada pelo Instituto Cervantes em colaboração com a Embaixada do Chile no Brasil, vai oferecer ao espectador e à crítica especializada uma visão da cinematografia que se produz atualmente no país. O evento, que ocorrerá entre os dias 23 e 26 de novembro e de 30 de novembro a 2 de dezembro, terá exibições gratuitas de sete filmes chilenos.
De acordo com o Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, elaborado pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 20,6 milhões de pessoas ingressaram no mercado de trabalho de 1995 a 2006. Desse número, apenas 7,7 milhões eram brancos. O restante, 12,6 milhões de pessoas, eram pardas e pretas.
No entanto, ao observar o rendimento mensal real do trabalho, a desigualdade de raça e a de gênero prevalecem. O vencimento médio dos homens brancos em todo país equivalia, em 2006, a R$1.164,00, valor 53% maior do que a remuneração obtida pelas mulheres brancas, que era de R$ 744,71. O rendimento dos homens brancos era ainda 98,5% superior ao dos homens negros e pardos, que era de R$ 586,26. Era ainda 200% superior ao rendimento das mulheres negras.



Nos anos de chumbo da ditadura, os militares, usando a força de tanques, metralhadoras e de forte aparato repressivo, censuravam a imprensa, que era proibida de mostrar a verdade, sob pena de fechamento de jornais e emissoras, com prisão, tortura e morte de jornalistas que teimavam em cumprir o seu papel de manter o povo informado. Os tempos mudaram, mas alguns setores da imprensa ainda se calam sob a força de nova$ arma$. Isto hoje pode ser objeto de um estudo sociológico mais aprofundado, ou de um repente da saudosa dupla “Chico Ruim e Zé Cruel”.
TRIBUTO AO BAILARINO ASSASSINADO IGOR XAVIER
TEATRO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
17 de novembro, as 20:00 horas, Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema – ALMG
Entrada gratuita
Caminhando para o oitavo ano do truculento e inesperado assassinato cometido contra o saudoso bailarino, ator e coreografo Igor Xavier, pelos até então “cidadãos de bem” Diego Rodrigues Athayde Vasconcelos e Ricardo Athayde Vasconcelos, que surpreendeu toda Montes Claros no dia 1º de março de 2002, e após o crime os assassinos confessos fugiram para o bairro Sion em Belo Horizonte. Onde até hoje residem.
Marlene e Mazinho Xavier, os pais do bailarino vivem um dilema, pois apesar de muita luta, juntamente com familiares, amigos da classe cultural e sociedade civil, até hoje o julgamento não se deu e os assassinos vivem em plena liberdade, sem em nenhum momento serem incomodados pela justiça e muito menos pela polícia.
No tribunal de justiça de Minas gerais tramita de forma muito lenta o processo de número 1.0433.02.04478-1/001 no cartório da 1ª Câmara Criminal em Belo Horizonte. Por não entender, nem concordar, com a lentidão desses procedimentos a família, juntamente com os amigos do bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier, criou há dois anos a Associação Sociocultural Igor Vive, para preservar a memória do bailarino e lutar por justiça.
E agendaram para o próximo dia 17 de novembro, as 20:00 horas, com entrada gratuita, no Teatro da Assembleia Legislativa, o espetáculo/denuncia TRIBUTO AO BAILARINO ASSASSINADO IGOR XAVIER, com participação dos artistas de Montes Claros e Belo Horizonte: Aroldo Pereira, Simone Xavier, Giovanne Sassá (Tambolele), Carluty Ferreira, Bob Marcilio, Jovino Machado, Danny Maia, Ronaldinho Pio, Rogerio Salgado & Virgilene Araujo, Carlos Faria, Marcio Levy, Gilberto de Abreu, Wagner Torres, Helena Soares, Carloman Bonfim, Jose Edward Lima, Clecius Rodrigues.
Os artistas juntamente com os pais do Igor Xavier, perguntam: como vivem Ricardo e Diego, pai e filho, após terem cometido tão brutal assassinato? Será que esses cidadãos têm a consciência tranqüila? É verdade que o Diego Rodrigues Athayde Vasconcelos cursa direito na PUC/BH? O que os faz terem certeza de que nunca serão punidos? Por que a justiça não se pronuncia? É verdade que a banca de advogados os defende, a peso de ouro e muita influencia política? Como a justiça permite tantos recursos com os quais eles, os assassinos, conseguem adiar seguidamente o julgamento?
Com esse evento em Belo Horizonte , onde o Igor Xavier também atuou na cena cultural na década de 1990, inclusive no elenco da peça de Roberto Drummond Hilda Furacão, a Associação Sociocultural Igor Vive que provocar a imprensa belorizontina a buscar algumas dessas respostas.
TRIBUTO AO BAILARINO ASSASSINADO IGOR XAVIER
Espetáculo/Denúncia
17 de novembro as 20:00 horas
Espaço político-cultural Gustavo Capanema – Galeria de Arte
Rua Rodrigues caldas, 30 – andar Térreo – Bairro Santo Agostino
Informações: (31) 2108-7826/21087827
(38) 3214-9271 – Marlene Xavier
(38) 9112-7011 – Aroldo Pereira
Mais informações: igorvive.blogspot.com