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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Psiu Poética abre temporada de Terça Poética de Verão em Montes Claros

Terça Poética de verão, dia 21 de fevereiro às 21h no Quintal Avenida! Vá e leve os amigos e adquira livros! Participações programadas e microfone aberto! 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Todo apoio à Ocupação William Rosa




Os moradores da Ocupação William Rosa estão mais uma vez ameaçados de despejo, tanto quanto estão articulados para resistir. Não por menos, pois William Rosa, geógrafo militante da Associação dos Geógrafos Brasileiros e estudioso das ocupações urbanas, faleceu em 2013 para no mesmo ano renascer como luta por moradia na ocupação que leva seu nome em Contagem. Desde então, os moradores têm buscado uma solução democrática junto aos poderes instituídos, mas estes vão protelando enquanto mantêm uma ordem de despejo, a pedido da CEASA, agora com iminentes chances de ser cumprida.
No dia 14 de fevereiro, terça feira, está marcado um encontro com a mesa de negociação do governo estadual de Fernando Pimentel, que comanda quem irá tentar realizar o despejo, a Polícia Militar de Minas Gerais. Também foram chamados para a mesa representantes do governo de Contagem, do governo federal e da CEASA. Há alternativas concretas para se resolver a questão e fazer avançar a construção de cidades como espaços de dignidade e vida plena, basta haver vontade política dos poderes instituídos. Os moradores estão articulados com vários movimentos sociais e dispostos a negociar.


LUTA DE TODOS

Fazemos um chamado para todas as entidades comprometidas com a construção de cidades libertas a colarem na Ocupação William Rosa no próximo sábado (11/02) para um ato político em sua defesa. Vamos iniciar a mobilização a partir das 14h (quem puder apresentar alguma atividade neste intervalo, será muito bem vindo) para às 17h fazermos um abraço de apoio e defesa à Ocupação William Rosa.
Esta é uma luta de toda a sociedade em defesa da função social da propriedade e dos direitos fundamentais das mais de 400 famílias ali acampadas. Junte-se à Ocupação William Rosa. Faça da luta por moradia uma conquista de todas(os).

PELA SUSPENSÃO DE QUALQUER ORDEM DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE.  MORADIA JÁ!
TODA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO WILLIAM ROSA
Ocupação William Rosa
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Belo Horizonte (AGB-SLBH)

ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes Livres;
Brigadas Populares
CSP Conlutas
Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos MG;
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Instituto Imersão Latina

Luta Popular

Movimento Mulheres em Luta;
MAIS - Movimento por Uma Alternativa Independente e Socialista;

Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Quilombo Raça e Classe;
Sindicato dos Gráficos MG;
Sindicato Metabase Congonhas;
Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis;
Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Preto;
Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora;
Sindicato dos Metalúrgicos de São João Del Rei;
SINDEESS/BH;
SINDEESS DIVINÓPOLIS;
SINTEMMD DIVINÓPOLIS;
Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúna;
SINTIMEL/Governador Valadares;
Sindicato dos Metalúrgicos de Barão de Cocais/MG;
SINDSAÚDE/Contagem;
SINDSERB/Betim;
Sindicato Ceramistas de Monte Carmelo;
Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias;
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Itajubá e Região;
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Formiga;
Sindicato dos Servidores Públicos de Monte Carmelo;
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações de Minas Gerais - SINTAPPI-MG;
SINDICARNE-MG
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Um outro mundo é possível. Um outro Brasil é necessário._._,_.___

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Um adeus a ex primeira dama do Brasil por Leonardo Boff


Morrer para viver mais e melhor 


Por Leonardo Boff

 O sentido da vida depende do sentido que damos à morte. Se a morte é vista como simples negação da vida e como tragédia biológica, então vale o que São Paulo já dizia: "Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos". Mas há culturas que lhe deram um sentido mais alto. Ela é oportunidade de construir o próprio destino e de plasmar o mundo à nossa volta consoante um projeto civilizatório.

O cristianismo, por sua vez, propõe a sua representação da morte. Não contrária à vida, mas como uma invenção inteligente da vida para poder dar um mergulho radical na Fonte de toda vida. A morte não seria um fim-termo, mas um fim-meta alcançada, um peregrinar rumo ao Grande Útero paternal e maternal que enfim nos acolherá definitivamente. Dentro do cristianismo desenvolveu-se, com referência à morte, uma tradição de grande significação e de sentido de festa. Trata-se da tradição franciscana. Francisco de Assis conseguira uma reconciliação bem sucedida com todas as coisas, com as profundezas mais obscuras de nossa vida e com suas dimensões mais luminosas. Cantava a morte como irmã. Não como bruxa que nos vem arrebatar a vida, mas como irmã que nos introduz no reino da plena liberdade. Morreu cantando salmos e cantigas de amor da Provence.

Os franciscanos todos guardam esta herança sagrada na forma como celebram a morte de algum confrade, membro da comunidade. A mim, com frade (que ainda sou em espírito) me tocou vivenciá-lo inúmeras vezes. É simplesmente comovedor - uma pequena antecipação do novo céu e da nova Terra - dentro deste já cansado planeta. Ao se aproximar a morte do confrade, toda a comunidade se reúne ao redor de seu leito. Recitam-se salmos e orações, infundindo confiança ao moribundo para o Grande Encontro.

No dia em que morre, à noite faz-se festa. É a chamada "recreação". Aí há confraternização, comida, bebida, comentários sobre a saga pessoal do confrade falecido e jogos de vários tipos. No dia seguinte faz-se o enterro. E à noite, nova "recreação" festiva. O que se esconde atrás desse rito de passagem? Esconde-se a crença de que a morte é o vere dies natalis , o verdadeiro Natal da pessoa, o momento em que acaba de nascer definitivamente. Como não estamos ainda prontos, embora inteiros, cada dia vamos nascendo, progressivamente, até acabar de nascer. Isso dá-se na morte. Esta não é a campa da vida. É seu berço. Quem pode se entristecer com o nascimento da vida? É Natal e Páscoa,
magnificação da vida mortal que a partir da morte se eterniza. Portanto, há bons motivos para festejar e celebrar. O efeito desta compreensão é a desdramatização da morte e a jovialidade da vida. A vida não foi criada para terminar na morte, mas para se transformar através da morte. Esta representa aquele momento alquímico de passagem para uma outra ordem de realidade, onde a vida pode continuar sua trajetória de expressão das infinitas possibilidades que contém, até aquela de poder se fundir com a Suprema Realidade. Então, podemos dizer: não vivemos para morrer. Morremos para viver mais. Melhor ainda: para permitir a ressurreição da carne que é a revolução dentro da evolução. 

Foram precisos mais de 500 anos de nossa história para conseguirmos ter um casal que, com alegria e simplicidade, elevou nossa condição de brasileiros. VIVA LULA!!! VIVA MARISA LETÍCIA!!! VIVA A TODOS QUE RECONHECEMOS NELES O ESTEIO DE NOSSO CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO COMO POVO!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Solidaridad para quienes viven de manera más directa los impactos de las políticas racistas del gobierno Trump

PRONUNCIAMIENTO

Ante la oscuridad, la necesidad de un nuevo amanecer“Las políticas de Trump, oportunidad para un resurgir Latinoamericano”

Latinoamérica enero 2017

La llegada de Donald Trump a la presidencia de Estados Unidos representa una preocupación compartida a nivel global, pues las políticas racistas, misóginas y patriarcales, afectan los avances que los Estados Democráticos han construido hasta ahora. Donald Trump y los integrantes de su gabinete no dimensionan que la migración, la economía y la cultura misma, tanto en Estados Unidos como en nuestros países de Latinoamérica, están estrechamente ligados a la relación que existe entre ellos.

Por otra parte, su postura machista y sexista contra las mujeres violenta al 50% de la población mundial -y si lo permitimos- podría significar un retroceso grave a los derechos de las mujeres, como el derecho a vivir una vida libre de violencia y el derecho a decidir sobre nuestros cuerpos.

Las actitudes y decisiones hasta ahora planteadas por el presidente de Estados Unidos como la creación del muro fronterizo entre México y Estados Unidos; la suspensión del financiamiento para que las organizaciones no gubernamentales defiendan y promueven los derechos sexuales y reproductivos; la anuencia para la construcción de oleoductos en territorio indígena; son sólo algunas de las acciones que evidencian que su gobierno privilegiará los interés económicos por encima de los derechos humanos, lo que evidentemente impactará a la comunidad global.

Si bien estas decisiones buscan sembrar el terror, vemos a esta época como la oportunidad de combatir un sistema, el sistema capitalista neoliberal que provoca la muerte lenta de la humanidad; que privilegia la productividad y no el bienestar de las sociedades y que acalla las voces críticas de quienes pensamos que otro mundo es posible.

Como activistas, defensores de derechos humanos, comunicadoras/es comunitarios y periodistas manifestamos nuestra solidaridad para quienes viven de manera más directa los impactos de las políticas racistas del gobierno de Trump  y hacemos un llamado para que:

·Los gobernantes de nuestros países tomen las acciones necesarias para enfrentar  las políticas del gobierno estadounidense, privilegiando el respeto a la política exterior y a los más altos estándares internacionales en materia de derechos humanos.
·Los gobiernos de Latinoamérica asuman su responsabilidad de garantizar en nuestros países los derechos a una vida digna y un trabajo digno y bien remunerado, a fin de combatir que las personas migren a falta de que estos derechos sean garantizados en sus propios países.

Hacemos un llamado a la comunidad Latinoamericana a seguir construyendo redes de solidaridad y activismo que visibilicen y denuncien las acciones violatorias a los derechos humanos; organicemos boicots a lo que nos lastima o agrede y consumamos lo que nosotros producimos y que beneficia a las familias de nuestros lugares de origen. Son tiempos oscuros pero se vislumbra también un nuevo amanecer.


Como integrantes de Facción Latina, Red Latinoamericana de mediactivismo, reiteramos nuestro compromiso para hacer visible las luchas de los movimientos sociales y los aportes que desde diversas partes del mundo se hagan para construir un mundo mejor.

Atentamente,
Allan Rivera, Manu, Costa Rica
Andrea Ixchíu, Red Tz'ikin, Guatemala
Andrés Jaramillo, Quito, Ecuador
Atziri Ávila, Mujeres por Comunidades Igualitarias, Oaxaca, México
Boris Mercado
Brenda Marques Pena, Instituto Imersão Latina, Brasil
Carol Tokuyo, Fora do EixoMídia Ninja, Brasil
Casa Atug, Ecuador
Catherine Calderón, Honduras
Ciudad Bicentenario Quito, Ecuador
Colectivo Chaltura, Ecuador
Colectivo Juvenil Toctiuco, Ecuador
Comuna Caribe, Puerto Rico
Edwin Rosario Mazara, Ahora/Now, República Dominicana
Emergente, Argentina
Miguel Luna, Ahora/Now, República Dominicana
Ángel Alberto Bogaert, Ahora/Now, República Dominicana
Red de Acción Política, República Dominicana
Frenadapp, Costa Rica
Genesis Aquino, Ahora/Now, Facción República Dominicana
Grito de los Excluidos Continental
Grito de los Excluídos Puerto Rico
Harold Pardey Colectivo Satélite Sursystem, Colombia
Hipocampos Oníricos, la casa de la Guagsa, Ecuador
Jóvenes Emprendedores de Atucucho, Ecuador
Karenzzita Mejía 
Lucía Ixchíu, Festivales Solidarios, Guatemala
Mariana Iacono, Comunidad Internacional de Mujeres viviendo con VIH, ICW Latina, J+LAC
Marta Dillon, Colectivo Ni Una Menos, Emergente, Argentina
Martín Díaz, Iglesia Evangélica Protestante de El Salvador, El Salvador
Micaela Tavara Arroyo, Perú
Monica Monge colectiva feminista La Tule, Costa Rica
Oscar Acuña, Nicaragua
Pavel Égüez, Ecuador
Pilar Carolina Parada, Facción - Colombia
Racso Morejón
Raul Kaporal J+ Lac Red de Jóvenes con VIH de Ámerica Latina y el Caribe
Red Cultural Nodo Córdoba, Argentina
Red Ecuatoriana de Adolescentes y Jóvenes Positivos
Shimakuburo Keisdo, Tres Gatos, México
Sil Bustos, MedioNegro, Córdoba, Argentina
Unión Verapacense de Organizaciones Campesinas (UVOC), Guatemala
Vientos del Sur Ecuador, Ecuador
Yoeliza MatosFacción Dominicana, COIN, República Dominicana






segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

De volta à Pangéia: um dos contos DESnaturalizados de Brenda Mar(que)s Pena do Imersão Latina

mapa-mundi-maca_pangeia

De volta à Pangéia*
Quem sabe a arte console hoje todos os corações solitários carentes da real beleza muda dos materiais e cores dos sonhos, como intocáveis desejos do querer. Esse era o último apelo de Péricles: viver um deja vu de emoções.
Assim as lembranças tomavam o chá das onze com ele todos os dias, como se cada gota tivesse o gosto de um amigo ou amante distante.
E foi assim todos os finais de noite, até que a terra se transformou novamente na Pangeia, quando não havia essa divisão entre continentes.
E no meio desse emaranhado de terras Péricles viajou no tempo, provocando a erupção de mil vulcões até que a lavra do amor queimou para sempre os corpos….
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Brenda Mar(que)s Pena durante lançamento de DESnaturalizados. Foto: Marja Marques
*Miniconto do meu livro (DES)naturalizados. Exemplares à venda por R$ 15,00 no Coletivo Contorno (avenida do Contorno 4640 – sala 701, bairro Funcionários) e na Casa Leopoldina (rua Leopoldina 357, bairro Santo Antônio). Peça também pelo e-mail: contato@imersaolatina.com ou whatsapp (31) 988119469 que envio pelos correios após depósito no valor de R$ 20,00 para todo o Brasil). As vendas são destinadas à manutenção de atividades de literatura do Instituto Imersão Latina.
Saiba mais: imersaolatina.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

#FSdasResistências - O cinema debate a resistência no Fórum de Porto Alegre

Silvio Tendler, Tata Amaral, Joel Zito Araújo e Eliane Caffé, participam de debates e exibem seus filmes na programação do Fórum Social das Resistências
Cena de Trago Comigo
Quatro grandes cineastas brasileiros se reúnem hoje, em Porto Alegre, para um debate sobre o papel do cinema nos processos de resistência social contra a perda de direitos e liberdades - como o Brasil enfrenta hoje.
Cena de Era o Hotel Cambridge
Silvio Tendler, Eliane Caffé, Joel Zito Araújo e Tata Amaral participam de um Cine Debate, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Bancários, como parte da programação do Fórum Social das Resistências. Para o dia seguinte, selecionaram filmes que falam por si dessa relação entre o cinema e as tensões que cercam a difícil construção do empoderamento social e a identidade nacional. Os filmes serão exibidos em sessão corrida, durante todo o dia de sexta-feira, no CineBancários.
O debate e a sessão cinéfila serão dedicados a homenagear o cineasta brasileiro Andrea Tonacci, um grande nome do cinema nacional, referência do cinema marginal iniciado nos anos 70 e falecido no mês de dezembro passado.

Gravações de Serra da Deordem, com Andrea Tonacci e Alouizio Raulino
A família do cineasta autorizou para o Fórum a projeção do longa Serras da Desordem, um impactante documentário da história de um indio de comunidade isolada que teve a família dizimada por madeireiros e passou mais de uma década perambulando sozinho pelas serras do Brasil Central, até tornar-se manchete ao ser descoberto a 2 mil quilômetros de distância do seu local de origem. Tonacci conseguiu fazer o filme passando pelos lugares e com as mesmas pessoas que viveram essa história, expondo um Brasil profundo, na personagem real e protagonista do filme, o índio Carapiru.
Nas ocupações do FSM
As primeiras do grupo de cinema a chegar ao Fórum, a diretora Eliane Caffé e sua assessora Maria Nilda, passsaram o dia de quarta-feira percorrendo três ocupações urbanas de Porto Alegre. Entre elas,visitaram no final da tarde a ocupação Mirabal, de moradoras que resistem à reintegração de posse do prédio que elas transformaram em Centro de Referência para a mulheres vítimas de violência. Além disso, acompanharam a mobilização de coletivos culturais e populares das ocupações pela realização de uma plenária de resistências urbanas, que acontece nesta manhã de quinta-feira na Câmara Municipal - e da qual participará.

Eliane Caffé
Jovens que tomam as decisões em assembleias horizontais e divulgam suas atividades em papéis manuscritos expostos em murais, deram a Eliane Caffé o contraste com os debates em formato mesa-e-plateia que compóem inúmeras iniciativas do Fórum. Os velhos movimentos aprendem com os novos e vice-versa. A força da resistência, em sua opinião, está se reorganizando com a juventude e, em breve, terá impacto crescente para ajudar a transformar a sociedade.
Eliane trouxe para Porto Alegre o seu premiado "Era o Hotel Cambridge" para um pré-lançamento. O filme que conta a história do antigo hotel ocupado por famílias sem teto e refugiados em São Paulo só entrará em cartaz nos próximos meses. Mas já ganhou o Prêmio de Público na recente Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Para o povo negro, resistir não é novidade
Também já chegaram a Porto Alegre Joel Zito Araújo e Silvio Tendler, diretores que devem trazer duas perspectivas do Brasil em luta contra forças poderosas que ameaçam a soberania e barram a luta brasileira por igualdade racial.. "A minha perspectiva para esse debate é a mesma de toda história do povo negro no Brasil, diz Joel Zito Araújo: "sempre tivemos que resistir e resistir e isso para nós nunca mudou".Ele escolheu para exibição o filme Raça, que acompanha por vários anos a trajetória de três personagens negras tentando alcançar seus objetivos em um país comandando por brancos: o deputado Paulo Paím, o artista Netinho e a líder quilombola, Miúda dos Santos.

Joel Zito Araújo
Ao fazer esse filme, Joel Zito acabou documentando um dos momentos de maior pressão do povo negro brasileiro no Congresso Nacional, para chegar à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, hoje ameaçado.
Joel Zito participa, nesta manhã, da Plenária do Fórum sobre Comunicação e Cultura de Resistência, que definirá prioridades das duas áreas para as pautas e estratégias dos próximos meses, em especial no Brasil.
Joelzito acaba de passar pelo impacto de uma cassação pelo governo Temer, que fechou, através de Medida Provisória, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação, para o qual o cineasta havia sido indicado pela sociedade civil recentemente. O Conselho tratava justamente das diretrizes de conteúdo, mantendo a TV Brasil como a maior janela de exibição do cinema nacional.
O tema da mídia pública será debatido na plenária, juntamente com trabalhadores da Fundação Piratini, que acabaram de vê-la extinta junto com várias fundações do Rio Grande do Sul, por um projeto do governo estadual aprovado em meio a protestos e repressão.
O país que ruma ao Bicentenário da Independência
Silvio Tendler exibirá o documentário Privatizações - Distopias do Capital, que escancara negociatas e interesses excusos por trás da entrega do país aos interesses privatistas. Para o diretor, Distopias é um instrumento de reflexão sobre os rumos do Brasil e a relação entre o patrimônio público e o capital privado. O documentário aprofunda a percepção sobre os caminhos da democracia e o interesse público. Participam do filme: Pablo Gentili, Marcio Pochmann, Guilherme Estrella, Paulo Vivacqua, Carlos Lessa, Ermínia Maricato, João Pedro Stédile, Luiz Pinguelli Rosa, Maria Inês Dolci, Carlos Vainer, Eloá dos Santos Cruz, Eduardo Fagnani, Ladislau Dowbor, Marcos Dantas, Samuel Pinheiro Guimarães.

Silvio Tendler, Foto de Gabi Nehring
Conhecido por trazer às telas os meandros da história brasileira e suas personagens emblemáticas (fez filmes biográficos de Jango, JK, entre outras figuras nacionais), Tendler agora prepara um filme que conecta o Brasil das origens com o seu futuro próximo. Como estará o país no Bicentenário de sua Independência?
O trabalho é uma parceria de Tendler com o Projeto Brasil 2022, da CNTU - Confederação Brasileira dos Trabalhadores Universitários Regulamentados, a partir de uma provocação do diretor de Relações Institucionais da entidade, Allen Habert.
Tendler lembra o centenário da Independência, em 1922 quando vários fatos deram outro impulso à modernização do país. "No território das artes, vivemos a Semana de Arte Moderna quando uma geração revolucionou música, literatura, artes plásticas, teatro." . Ele cita também a "Exposição Universal do Rio de Janeiro" , que "trouxe a modernidade, em especial, de um mundo industrial, que propunha novos parâmetros de desenvolvimento, E a política da época foi marcada pelo Tenentismo, que colocou "novos atores em cena que confrontam as velhas oligarquias".
Hoje, Tendler diz que vivemos a "República dos Cupins" . É que é preciso "confrontá-los através do conhecimento da História, voltados para um futuro diferente". Essa foi a idéia apresentada por Allen Habert, e que Silvio Tendler aceitou o desafio de tratar que em um filme.
Histórias que não são contatadas
A quarta cineasta a chegar a Porto Alegre é Tata Amaral, que traz o filme Trago Comigo para apresentar e debater com o público do Fórum.
O filme é uma remontagem de uma série de TV de 2009. O protagonista, vivido por Carlos Alberto Riccelli, é um diretor de teatro, ex-militante estudantil que trabalha com jovens atores em uma peça sobre seus dias de resistência e participação na luta armada, enquanto. Lidar com a peça é ter de lidar com as sombras do passado, para poder voltar a dormir de noite. Tata mistura cenas ficcionais com relatos reais de militantes torturados, e procura falar a um publico que não viveu e desconhece esse passado.

Tata Amaral
Tata é reconhecida por se aprofundar nos temas duros da história recente do País, entre outras abordagens que dialogam com a luta por direitos humanos, além de ser apontada como uma das grandes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990.
Em que, conhecer esse período, pode ajudar as novas gerações a defender seu futuro e a democracia abalada no Brasil, é uma questão para o debate com Tata Amaral. Convicta de que a memória pode ajudar o presente, a cineasta lançou uma campanha no ue lançou no Facebook chamada #TragoComigoUmaLembrança, onde ela divulga uma série de vídeos com relatos sobre a tortura no Brasil.
O CineDebate é uma iniciativa da Ciranda de Comunicação Compartilhada e da Abong, com as organizações do FMML no Brasil, como Imel e Intervozes, e tem o apoio do Sindicato dos Bancários e do CineBancários.

Filmes para discutir o Sistema Penitenciário no Brasil para romper paradigmas e superar preconceitos

Indicações de documentários para promover debates que nos levem a romper velhos 

paradigmas e superar preconceitos!

Abaixo publicamos uma seleção de indicações de documentários para o Fórum Social das Resistências e vamos publicar aqui ao longo do mês estas dicas. Em tempos de discussão sobre Sistema penitenciário. Esta proposta foi encaminhada para o Fórum Social Mundial das Resistências pelos coletivos que fazem parte do Fórum Mundial de Mídia Libre.

DOCUMENTÁRIOS PARA COMPREENDER O SISTEMA PENITENCIÁRIO FEMININO
NO BRASIL

1) Bagatela



2) As mulheres e o cárcere



 3) O cárcere e a rua


4) Se eu não tivesse amor



Amanhã publicaremos outra lista de documentários sobre os sistema carcerário no Brasil.

Hoje tem Cine Clube das Resistências no Fórum Social Mundial. Confira matéria publicada na Ciranda de Comunicação Compartilhada:
O cinema debate a resistência no Fórum de Porto Alegre