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Marco Llobus lança As dores de Indaiá nas memórias de Tapuia hoje


O poeta mineiro Marco Llobus lança o seu livro de estréia “As dores de Indaiá nas memórias de Tapuia", pelo selo Rede Catitu Cultural na próxima quinta-feira, 23, às 19h30, no Centro de Cultura Lagoa do Nado, à rua Desembargador Lincoln Prates, 240 – Belo Horizonte, Minas Gerais.

Segundo o autor: “Após 13 anos de ativismo cultural; criação de vários saraus de poesia pela cidade, entre eles o Sarau da Lagoa do Nado e o Sarau Uivos da Noite no Centro Cultural São Bernardo; de participações nas mais importantes antologias acontecidas nesta década em Belo Horizonte, entre elas, a Nós da Poesia, editada pelo Instituto Imersão Latina; de ter criado o primeiro "spam arte" de poesia do mundo - Jornal/poster Virtual DESCLASSIFICADOS; além de muitas outras coisas, esperei... Esperei com serenidade de um monge, o sentir e o emergir de mim - um traço fiel e totalmente meu. Após viver tantas realidades propiciadas pelo ativismo cultural, encontrei um belo traço de minha expressão.
Tenho em minhas gavetas outros tantos projetos, livros, artes visuais, peças de teatro guardados, mas AS DORES DE INDAIÁ NAS MEMÓRIAS DE TAPUIA é uma obra que não posso mais guardar. Ela reflete um encontro singelo e verdadeiro. Do homem e sua criança, sua memória... O estado da pura lembrança e da saudade. Não quero somente a publicação de um livro. Quero encená-lo, fundindo imagens, tons e cheiros, formas e corpos. E que a palavra condutora deste universo descrito, entre as saudades que sou, encantem e encontrem reciprocidades pelas atmosferas do viver. E fiz como sempre fiz... Um uivo longo e sincero de versos, tons, sons e formas... e esta é a verdade em que me encontro”.

Para o poeta Gabriel Bicalho, que prafacia o livro: “A singularidade como um mineiro se expressa é fantástica! De tal forma que bem alimentou um Guimarães Rosa, em nossa literatura. As síncopes e o sincretismo de sotaques, nas conversações mineiras, geram palavras novas: inteligentes e plenas de melodia. Então, poetar em Minas Gerais fica bem mais agradável, quando nos damos conta de que a fala do seu povo traz, em seu ritmo e em suas descrições, as necessárias melopéia e fanopéia: um dedo de prosa e porteiras abertas a um mundão inteiro de pura poesia!


Marco Llobus, poeta de boa cepa, entende com perspicácia o jeito mineiro de ser, porque nasceu em Minas e, tendo convivido com autênticos caipiras, usufrui de um legado lingüístico rico em sínteses e em belezas singelas. As montanhas e os abismos gramaticais são trilhados com pés no chão e cabeça nas nuvens: Marco Llobus sabe expressar-se em uma linguagem condensada, de uma densidade poética incomum. Inusitada, a sua fala flui repleta de significados e enfeitam a sua poesia de uma aparente simplicidade, não fora a competência do autor a explorar tecnicamente todos os recursos daquele linguajar cotidiano, no amaciamento de palavras duras, para o encantamento dos seus leitores!

“As Dores de Indaiá nas Memórias de Tapuia” é um livro atraente e de fácil leitura, mas profundo em sua proposta de rememorar vivências e convivências de um menino, que traz em seu íntimo a convicção de que a sua família, o quintal – Dores de Indaiá – onde viveu parte de sua infância serão referências constantes em sua vida adulta. É de lá, do passado desse menino poeta, que Marco Llobus retira todo o subsídio a uma qualidade maior na poeticidade de suas relembranças. O despojamento dos parentes e demais pessoas que o circundavam na infância é retomado em sua tessitura poética e vem a transmutar-se na sublimação das “dores” todas daquela cidadezinha interiorana, onde se vive bem e longe das confusões diárias das grandes cidades.

Os poemas Llobusianos não nos permitem supressões de frases ou de palavras quaisquer, pois que brotam enxutos de seu lavor e esbanjam a logopéia da mineiridade, entranhada n'alma do poeta, que ora nos brinda com o seu belíssimo livro, cujo conteúdo podemos ler de uma sentada e guardar por uma eternidade!”.



Matéria enviada por: Rogério Salgado.

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