Festival reúne contadores de histórias latinos na Colômbia


Por Alessandra Duarte
Aletria

“Todas as nações que somos e que contamos”. Esse foi o tema da 13ª edição do Festival Internacional de Cuenteros: el caribe cuenta, realizado na Colômbia. Entre os dias 29 de agosto e 04 de setembro, a cidade de Barranquilla foi inundada por histórias de várias tradições, com a participação de um seleto grupo de narradores, vindos de países como Camarões (África Central), Espanha, Cuba, Venezuela. Bonifacio Ofogo, Sergio Danti, Mayra Navarro, Mariela García, Mauricio Grande, Primo Rojas, Reinaldo Ruiz e Marelvis Berrío foram alguns dos participantes.

O evento é organizado pela Fundación Luneta 50, com o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria Departamental de Cultura do Atlântico e da Secretaria Distrital de Cultura e Turismo de Barranquilla. De Belo Horizonte, a contadora de histórias, ex-aluna da Aletria, Alessandra Duarte, participou do evento. Abaixo, um relato sobre essa rica troca de experiências:

"Participei como convidada especial e ouvinte da 13ª edição do ‘Festival Internacional de Cuenteros: el caribe cuenta’, realizado em Barraquilla, Colômbia, do dia 29 de agosto a 04 de setembro. Para mim foi um privilégio conviver com um seleto grupo de contadores de histórias de vários países. Aprendi muito, em todos os momentos tive oportunidades de perceber estilos, ver possibilidades, conhecer o processo criativo dos narradores, a escolha do repertório, além de conhecer a história de vida de cada um, fazer contatos importantes e amizades... É o poder das histórias de unir pessoas e romper fronteiras.

Dentre as várias atividades do festival, a que me chamou atenção foi um concurso de contadores que realizado nas escolas, como uma forma de estímulo à formação de novos narradores. As crianças encontram na escola a valorização da oralidade, desenvolvem suas habilidades verbais e comunicação interpessoal, aprendem a contar e ouvir.

Percebi que a atividade de contar e ouvir histórias é presença cotidiana na vida das pessoas, é cultural. O que mais me surpreendeu foi a capacidade de escuta de todos. Todos os locais das apresentações (parques, teatro, auditórios das escolas) estavam sempre lotados de um público atento, participativo e com desejo de ouvir mais, mais e mais histórias. Para exemplificar: a abertura do evento foi em um parque. Na metade das apresentações começou a chover e ventar muito, mas o público continuou no espaço protegendo-se em tendas e guarda-chuvas; ficaram atentos até o fim. Foi uma experiência inesquecível e riquíssima para minha vida e para meu processo de formação como contatora de histórias".

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