Instituto Vale Mais convida para lançamento do livro O rio das minhas Manhãs de Celso Freire nesta quarta


VALEMAIS – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha convida para o evento de lançamento do livro “O rio das minhas manhãs”, do escritor Joaquim Celso Freire.

O livro é formado por 30 capítulos curtos, cada qual composto por um poema de abertura, seguido pelas narrativas de José Silva, personagem que aos noventa anos relembra lugares e relacionamentos de sua juventude, ao mesmo tempo em que reflete sobre a condição humana e a possibilidade de um novo relacionamento.
O lançamento será realizado na Livraria Status, no dia 10 de Outubro, às 19 horas. O evento terá recital poético, acompanhado pelo músico Thiago Freire, uma breve palestra do autor, seguida de sessão de autógrafos.

Local:
 Livraria Status
Endereço: Rua Pernambuco, 1150 – Savassi
Contato: Rozana Soares  rozanasoares@yahoo.com.br
Informações gerais:  (31) 3261 6045

Site:
 http://www.jcelsofreire.com.br


Sobre o livro

O dia findou de repente como num giro de ampulheta. Fez-se noite e desfilamos pelas ruas vazias, bailando até o hotel, ao som de uma valsa de Strauss (Johann, o filho): Vozes da Primavera! Avançamos pelo saguão do hotel Papadopoli Venezia e assim que cumprimos o último degrau de escada que levava ao nosso apartamento, ela me abraçou, por traz, e sussurrou aos meus ouvidos: “quero te amar; vou lamber os seus agridoces contornos, saliências e tudo mais até me embebedar de você; vou abraçar a sua alma com ternura... Penetra a minha carne sem dor; chupa a sua amora; vamos estremecer os alicerces desse casarão, vamos provocar tsunamis nos canais de Veneza”.  (Trecho do livro)

Prosa ou poesia? Na dúvida, fique com os dois. Este é o caminho escolhido pelo escritor Celso Freire em sua mais recente obra: “O rio de minhas manhãs” (144 páginas, Alpharrabio Edições).
Celso Freire nasceu em Coronel Murta (MG) e recorda sua infância ao se apresentar ao leitor, fazendo uso do estilo emprestado de José Silva (ou seria o contrário?). “Cresci me lambuzando no pó da terra e tendo nos rios o respaldo para a limpeza do corpo, a alegria da alma e a água para engrossar o caldo do feijão no caldeirão. Os arrozais e as hortas brotavam nos brejos à beira do Riacho do Agachado; as mangueiras floriam próximo às cacimbas do Olho D’água; a areia queimava na vazante do Córrego do Ouro Fino e o Rio Jequitinhonha era um mar de peixes, pedras e areia: Itaporé”.

É assim, com um texto afiado e com o Vale do Jequitinhonha como cenário, que Celso Freire instiga o leitor a seguir suas linhas, repletas de gostos e cheiros, imagens e saudades. E se - como lembra Arnaldo Jabor, na voz de Rita Lee - amor é mesmo prosa e sexo, poesia, ao virar a última página de “ O rio das minhas manhãs”  não há como deixar de concordar com Celso Freire: a vida fica mais bonita quando juntamos amor, poesia, prosa e sexo.     
Pinturas da artista plástica Marina Jardim ilustram a capa e o interior do livro.  Marina reside em Belo Horizonte, mas é no Vale do Jequitinhonha, onde nasceu, que busca inspiração para sua arte. As pinturas que ilustram o livro passeiam pelo cenário do rio, onde canoeiros navegam, crianças se banham e brincam de pião na terra vermelha do vale.
O livro já foi lançado no espaço “Vale com Valor” em Araçuai-MG e na Livraria Alpharrábio em Santo André-SP. Próximo lançamento dia 21 de Setembro durante a Semana de Arte e Cultura da USP - Paço das Artes – Cidade Universitária – São Paulo / SP



O Autor

Joaquim Celso Freire nasceu em Coronel Murta, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, em 1952 e mora em São Paulo desde 1974. É professor da USCS - Universidade de São Caetano do Sul, onde é também Pró-Reitor de Extensão. É autor das seguintes obras, também editadas pela Alpharrabio Edições:
- “Fazendo Poeira” (1997).
- “Versos Avessos”, com Débora de Simas (2004).
- “Políticas Públicas no Vale do Jequitinhonha - a difícil construção da nova cultura política regional, políticas públicas e desenvolvimento regional” (2005).
- “Um Silva de A a Z” (2007).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os Grandes projetos na Amazônia e seus impactos

Tropofonia do IMEL ganha prêmio Roquette Pinto de rádio-arte!

De volta à Pangéia: um dos contos DESnaturalizados de Brenda Mar(que)s Pena do Imersão Latina