Paz e Poesia!

A entrada da primavera no hemisfério sul e do outono no hemisfério norte foi escolhida para o dia internacional da PAZ. Delasnieve Daspet enviou este poema ao Imersão Latina com a imagem das crianças de mãos dadas em uma ciranda para marcar este dia de clamor pela paz.
Em Belo Horizonte, um grupo de poetas distribuem poemas de poetas brasileiros e de alguns colaboradores de outros países no movimento Paz e Poesia. Vale a pena conferir o blog:
http://www.pazepoesia.blogspot.com/ para ficar por dentro das novidades e deste movimento de difusão poética.

Mão Humana

Delasnieve Daspet*

Uma mão humana.
Uma mão com cinco dedos.
Foi assim que o Criador fez...


Cada dedo independente, unidos e separados...
Se juntássemos os dedos a força aumentaria,
Teríamos mais poder, mais união.

Deixemos que a Terra se torne esta mão forte
e unida assim venceremos as lutas diárias,
a miséria de milhões de africanos
de esquálida figura e doce olhar!

Mortes pelo Oriente Médio...
Chacina - não é necessário ir tão longe...
Mandamos soldados para o Haiti,
Mas o Haiti é aqui, como diz a canção...

Cidadãos de nações diferentes,
O Mundo nos foi dado de presente...
Foi colocada a nossa disposição
mares, oceanos, montanhas, animais,
vegetais, terras, água, que já falta,
ainda sangra do Amazonas,
como sangram as outrora
verdes e espessas,
hoje semimortas -
jazem cinza-oliva matas...
Matas... Mata... Mata! Mata?!

O homem que mata é o homem que faz,
Criou e exterminou...
Trouxe dores que passaram,
Posses que acabam,
glórias que desaparecem,
vencedores e vencidos,
povos sucumbiram às mãos,
situações mudaram...

E quando já não houver o perfume,
as mãos cheias de bálsamo trarão o alívio
a esta comunidade terrestre com destino comum!

Crianças mortas esparramadas nos vales,
Crianças mortas nas cidades, nos morros,
o rico e o pobre,
a guerra urbana não é só no Brasil!

Mãos que fazem guerras todos os dias,
E que corrompem e são corrompidas
Todas as horas...
É mão doce, vil e venal!
Mas tudo é possível ao se juntar as mãos.
Mãos humanas, juntas agradecem,
Juntas são fortes, podem erradicar a guerra,
Acabar com a fome, fazer a semeadura da Paz!

A mão humana vai sim, dedicar-se à Paz.
Plantará a Paz entre os povos,
mostrar a saída, ensinar a Verdade,
E acabará o tempo da incerteza...
E a Paz florescerá!
Espalhar-se-á pela Terra,
criará a harmonia...

E todos os povos do Mundo se sentarão a mesma mesa...
Cada dedo um Continente, um Rio, uma Floresta,
Cada dedo uma Montanha, um Animal, um Vegetal,
Cada dedo é o vento, que sibila na passagem,
É um Homem, uma mulher, indissolúveis...
Uma família humana!
E a mão aberta, a mão humana, pelos seus sulcos, sangrará...
E construirá... Mãos humanas, certeza - reconstruindo a Paz...


*Embaixadora do Brasil do Movimento Poetas Del Mundo

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