Líder camponês hondurenho é ameaçado de morte


O integrante hondurenho da Coordenadoria Internacional da Via Campesina, Rafael Alegria, está sendo ameaçado de morte por fazendeiros e membros da Polícia Nacional de Honduras. As ameaças começaram depois de um conflito de luta pela terra. O fato ocorreu recentemente, na comunidade de Silin, Trujillo, Cóllon.
Homens contratados pelo latifundiário, Henry Osorto, atacaram uma área onde vivem 560 famílias pertencentes ao grupo Camponês Guadalupe Carney. Na ação, onze pessoas morreram e duas ficaram feridas. O fazendeiro – que é o delegado de Polícia local - acusa Rafael Alegría e outros líderes camponeses de serem os responsáveis pela tragédia.
Rafael Alegria está sendo chamado de terrorista, guerrilheiro, explorador de camponeses e agitador revolucionário. O movimento camponês de Honduras afirmou estar disposto a resolver os conflitos agrários de forma pacífica e exige que o governo, por meio do Instituto Nacional Agrário, realize a reforma agrária no país.
O governo hondurenho criou uma comissão investigadora para esclarecer o fato. A comissão conta com representantes do Instituto Nacional Agrário, do Ministério do Trabalho, da Secretaria de Segurança, do Ministério Público e membros de organizações camponesas.
Fonte: Radioagência NP. Texto de Juliano Domingues.

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