Pluralidade Feminina Brasileira 3


“A gente não nasce mulher, torna-se mulher.”
SIMONE DE BEAUVOIR (1908 – 1986), ‘O Segundo Sexo’, Tomo II.

A trilogia feminina valeu-me comentários interessantes, entre os quais destaco este: “Você mostrou que é um homem sensível, pois não se limitou a fotografar meninas jovens e bonitas; ao contrário, você captou a alma da mulher brasileira, seja ela jovem ou não; bonita ou não; mas todas (cada uma do seu jeito) com um ‘toque’ de sensualidade!”.  

A cronista e cantora Lúcia Senna também se manifestou favoravelmente: “PLURALIDADE FEMININA BRASILEIRA é muito legal. Principalmente, porque ela tira todas estas meninas do anonimato e traz brilho, glamour e visibilidade para o mundo delas”.

“Se formos pensar direitinho, essas meninas praticamente não são vistas pela nossa sociedade. Todas elas, com raras exceções, são moças de baixa condição socioeconômica. São pessoas que lutam com muita dificuldade, salário mínimo, mínimos prazeres, chances mínimas de ascender socialmente, chances mínimas de terem uma vida confortável, de darem uma educação de bom nível aos filhos, de terem transporte de qualidade, saúde de qualidade, enfim... São POVO e POVO no nosso país sofre muuuuuuuuuito!”

“E aí vem você e as fotografa, ou seja, tira-as do anonimato, ainda que por alguns instantes. Você as vê. Neste momento elas deixam de se sentir INVISÍVEIS! Alguém (você) as viu, quis registrá-las, e, além disso, fez um vídeo muito bacana, com linda música de fundo e texto encantador. Talvez não tenhas ideia do bem que fazes a estas garotas. Ajudas a levantar a autoestima delas, pois se sentem importantes (...)
Creia, estás fazendo um bem a essas meninas, que têm muito pouco da vida, mas ainda assim possuem graça,
charme e beleza. Afinal, são brasileiras, antes de tudo!”

Então, vamos à mulher brasileira no que ela tem de melhor, além da natural beleza: a amizade, o carinho, o amor, o companheirismo, a união, a camaradagem, a cumplicidade e as manifestações espontâneas de afeto, qualidades menos comuns no universo masculino, mas que existem também.

Nesta terceira e última parte de PFB, pluralidade feminina brasileira, matizada e democrática, agora em conjunto, uma chance para as que não apareceram nas primeiras versões e um repeteco de outras tantas que bem merecem mais uma visita.

Um agradecimento às empresas que me permitiram fotografar em suas dependências e em horário de lazer das retratadas, contribuindo para a realização deste multíplice, multifário (“ao dicionário, meninos”, como dizia o saudoso João Ubaldo Ribeiro, 1941 - 2014) e prazeroso trabalho, realizado entre 2012 e 2014.

Na banda sonora, OUTRA VEZ (Isolda Bourdot, 1957) e CHEGA DE SAUDADE (Tom Jobim, 1927 – 1994, e Vinicius de Moraes, 1913 - 1980), interpretadas por THADEU VENTURA, sax tenor; WEBER LOPES, violão e guitarra; ESDRA FERREIRA, bateria, MILTON RAMOS, baixo; CLÓVIS AGUIAR, piano e teclados, e SÉRGIO SILVA, percussão.

“A mulher é maga, é rainha. Há de domar sempre o domador dos leões.” JULES MICHELET (1798 – 1874)


*Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

Leia a continuidade deste especial Pluralidade Feminina Brasileira aqui aos domingos deste mês de março. 

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