Tela a Revolta da Mata de Déia Donadon vence conurso de artes plásticas na Espanha

Por: J. B. Donadon-Leal

Primeiro lugar no Concurso Internacional de Artes Plásticas Compositor Antônio Gualda – 2008, promovido pela Associação Cultural Valentin Ruiz Aznar, em Granada, Espanha, a tela Revolta da Mata, acrílica sobre eucatex (100cm X 80cm), de Déia Leal, confirma a arte aldravista como uma proposta conceitualmente justificada em seu percurso metonímico de arte visual.

A artista que já havia conquistado o terceiro lugar desse concurso em 2006, consolida-se como uma das mais talentosas artistas da nova geração das artes visuais no mundo, pois conquistou o primeiro lugar geral em um certame que contou com a participação de artistas de 34 países, entre os quais alguns já veteranos na arte de pintar. O resultado foi divulgado no último de 22 no site oficial da associação promotora: http://usuarios.lycos.es/avra/id191.htm


Déia Donadon que já havia conquistado o terceiro lugar desse concurso em 2006, consolida-se como uma das mais talentosas artistas da nova geração das artes visuais no mundo, pois conquistou o primeiro lugar geral em um certame que contou com a participação de artistas de 34 países, entre os quais alguns já veteranos na arte de pintar. O resultado foi divulgado no último de 22 no site oficial da associação promotora: http://usuarios.lycos.es/avra/id191.htm

O que encantou o corpo de jurados do concurso? A tela Revolta da Mata inova em muitos aspectos na arte. Pertencente a uma coleção intitulada emaranhaminas, essa tela revela a agonia da mata mineira carcomida pela exploração humana, especialmente pela ação mineradora. A técnica da artista é inovadora e reveladora, mostra, sem desenhar objetos ou paisagens, os conceitos narrados na tela com manchas que traduzem as imagens conceituadas. Não é apenas arte conceitual, pois a artista explora a polifonia do texto visual, abrindo possibilidades de diálogos com os múltiplos conceitos que circulam pela narrativa projetada na tela. A revolta – o conceito básico e gerador dos conceitos possíveis dele derivados – explode nas metonímias das cores: vermelho que se derrama em claras manchas de sangue e negro que se sobrepõe como eras que buscam cobrir a floresta ferida. Ambas as ações sufocam a floresta: a ação mineradora é devastadora e põe agonizante a mata; as eras igualmente sufocam as árvores em sua ação parasitária, numa espécie de suicídio em razão da impotência ante a ação homicida da mineração.

O tema é atual e visível na região da artista, entre Itabira, Santa Bárbara e Mariana, em Minas Gerais. O tema é universal, uma vez que a preocupação com a preservação da natureza e o combate ao efeito estufa é cada vez mais presente nas ações educativas de todos os povos e dialoga com os discursos preservacionistas. A Revolta da Mata é um grito de alerta, é uma oração de súplica, ao mesmo tempo em que se faz réquiem à floresta martirizada. Contrário a todas as tendências extrativistas o verde ainda resiste vivo e respira, desejando sobreviver, como faz grande parte das espécies nativas desse semi-serrado que agoniza no inverso prolongado sem chuvas para rebrotar na primavera.

Enviada por: J. B. Donadon - jbdonadon@hotmail.com
Imagens: Tela premiada "A Revolta da Mata" de Déia Donadon Leal.
Foto: Brenda Marques, Jornalista, poeta e performadora, Presidente do Imersão Latina e a artista Déia Donadon no Salão do Livro de Ipatinga após o lançamento do livro Cenário Noturno da pintora, poeta e Diretora do Jornal Aldrava Cultural.

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