Hoje é comemorado o Dia Nacional do Livro no Brasil: um país em que falta o hábito da leitura

A média de leitura de cada brasileiro fica abaixo de dois livros por ano, segundo dados da Organziação das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO. No país, somos apenas 26 milhões de leitores ativos, perto de 16% da população, conforme números apresentados pela Câmara Brasileira do Livro – CBL. Sendo assim, o que se pode comemorar neste dia 29 de outubro, escolhido como o Dia Nacional do Livro?

Assunto complexo, o livro, e, conseqüentemente, a leitura, têm prendido a atenção de professores, estudiosos, editores e representantes do governo, que buscam alternativas para a falta de estímulo à leitura, verificada a partir da compararação com indicadores de outros países. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, em média, cada cidadão lê até dez livros durante o período de um ano.

Entre os vários obstáculos que dificultam o acesso ao livro, especialistas costumam apontar a falta de disseminação do hábito e o gosto pela leitura entre as crianças e as deficiências do nosso sistema educacional em formar leitores. Mais ainda, o custo do livro constitui um fator relevante par a sua plena democratização. O Sindicato Nacional dos Editores – SNEL, aponta que o preço médio de um livro, em 2007, custou R$ 11,41, representando um valor elevado, considerando as condições aquisitivas das camadas populares brasileiras.

Porém, mesmo diante de números que revelam a necessidade de iniciativas públicas que promovam a sua popularização, o livro contrariou diversas previsões que, de forma precipitada, decretavam o seu fim. Vale anotar, que o desaparecimento desse produto cultural foi anunciado num momento de confusão ideológica em todo o mundo, praticamente no mesmo período em que outras áreas do conhecimento humano tinham o seu final inescapavelmente determinado: a história, por exemplo.

O certo é que, embora competindo com novas ferramentas derivadas do denvolvimento tecnológico, especialmente a internet, o livro ainda é o objeto que dispõe de maior capacidade de transmissão de conhecimento, e, provavelmente, o mais democrático entre as várias mídias existem e que oferecem informação. Com o livro, cabe ao leitor a decisão final sobre o que irá ler, como, onde e quanto irá ler. Seguramente, o livro não perdeu a sua condição de gerar encantamento, de despertar a imaginação e de estabelecer um intercâmbio harmonioso com o leitor.

Em sociedades letradas, como a nossa, o texto escrito permite ao indivído a construção de sentido à sua vivência e convivência social e cultural. Pela leitura, se estabele a ponte entre a experiência de cada um de nós com o conhecimento acumulado, armazenado e transmitido entre os indíviduos que integram a sociedade, por meio de um processo construtivo. E esta leitura encontramos apenas livro, sem excluir as possibilidades de complementação por meio de outras ferramentas disponíveis atualmente.

ACONTECEU ASSIM

O dia 29 de outubro foi instituído como Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que aconteceu em 1810. Contúdo, as primeiras peças da imprensa nacional surgiram no ano de 1808, a partir do início do movimento editorial brasileiro, tendo sofrido intenta censura exercida pelo imperador D. João VI, que temia a imprensa livre. Somente na década de 1930, o país experimentou um crescimento editorial, impulsionado pelo lançamento da Companhia Editora Nacional, em 1925, pelo escritor Monteiro Lobato.
Para manter vivo o sonho de desenvolver a indústria editorial no Brasil, o escritor brasileiro enfrentou diversos problemas: a paralisação de suas atividades determinada pela Revolução dos Tenentes, a interrupção do fornecimento de energia, devido a fortes secas, as mudanças econômicas que desvalorizam a moeda nacional, causando-lhe graves prejuízos, entre outras dificuldades. .

Superados os primeiros desafios, o autor de “Zé Brasil”, através de sua editora, lançou livros de todos o gêneros que caíram no gosto dos brasileiros. Mais tarde, a censura durante o governo de Vargas faz Monteiro Lobato partir para a Argentina, depois de associar-e à editora Brasiliense e lançar as suas “Obras Completas”, em trinta volumes que somaram 10 mil páginas.

Enviada por: Associação Guatá que contribui com a reflexão sobre a importância do livro e da leitura.
http://www.guata.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tropofonia do IMEL ganha prêmio Roquette Pinto de rádio-arte!

Os Grandes projetos na Amazônia e seus impactos