Historiador analisa libertação de Ingrid Betancourt e levanta suspeitas de acordo com Uribe


O analista internacional e historiador da Universidade Central da Venezuela, Vladimir Acosta, crê que é bastante provável ter havido uma conversação secreta entre Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, e Ingrid Betancourt, a recém-libertada ex-candidata presidencial, devido às declarações que ela deu logo depois de ser libertada, nas quais apoiou o governo e sua possível reeleição.

"Sua declaração me põe a duvidar, pois acredito que Betancourt manteve uma conversação prévia e secreta com o presidente Álvaro Uribe, que lhe permitiu apresentar seu ponto de vista absolutamente a favor do governo colombiano", disse, em texto publicado na Ancol.

"Ela está reconhecendo a reeleição de Uribe como algo positivo, reeleição que se baseia em algo absolutamente ilegal e ilegítimo como é o suborno: comprar um voto. Está dizendo que a política de Uribe tem sido positiva, salvo pequenos detalhes. Está justificando as operações militares. É dizer, chama a atenção uma declaração como esta, que não é uma declaração de amplitude, tolerância e visão política menos militarista que se esperaria dela".

Previamente, no programa Dando y Dando, da Venezolana de Televisión, Acosta expressou que a libertação não teria acontecido sem a participação do presidente Hugo Chávez e da senadora colombiana, Piedad Córdoba, com o Plano de Intercâmbio Humanitário.

"As FARC estavam em perfeito funcionamento, era uma guerrilha estável, ninguém poderia imaginar que este grupo pudesse experimentar uma crise como a que está vivendo, mas há que se levar em conta que teve seu ponto de partida com o Intercâmbio Humanitário", assinalou Acosta.

De igual forma, argumentou que Chávez assumiu o compromisso de liberar os retidos "confrontando diversos entraves do governo Uribe".

Informações divulgadas nesta sexta-feira (4) pela Rádio Suíça Romanda (RSR) trazem novos elementos que tornam o cenário no qual se deu a libertação de Ingrid Betancourt ainda mais suspeito. Segundo a emissora, dirigentes das Farc teriam recebido quase US$ 20 milhões para soltar Ingrid e os outros 14 prisioneiros. "Os 15 reféns foram comprados na realidade a preço forte. Depois disso toda a operação foi uma encenação", afirmou a rádio pública.

Quase US$ 20 milhões foram entregues aos seqüestradores, segundo a RSR, que cita uma "fonte ligada aos acontecimentos, confiável e testada em reiteradas ocasiões nos últimos anos". A emissora acrescentou que os EUA estiveram na "origem da transação". Nos últimos anos, a Suíça atuou ao lado de Espanha e França, a pedido do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em uma missão de mediação com as Farc.

O comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, negou as acusações. "De maneira alguma houve qualquer tipo de colaboração", disse.


Fonte:
www.vermelho.org.br

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Enviada por: Aline Castro - alinecnv@ig.com.br

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