Maioria das vítimas de tráfico humano são jovens e negras


Tráfico de pessoas fatura pelo menos 32 bilhões de dólares por ano e vitima cerca de 2,5 milhões de pessoas. Vítimas, na maioria mulheres negras, geralmente são usadas em trabalhos forçados e prostituição.


A maioria das vítimas de tráfico humano no Brasil são jovens e negras. É o que aponta relatório sobre o tema  divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Justiça.
O documento, elaborado em conjunto com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UnoDC), mostra que das 130 vítimas de tráfico de pessoas identificadas na rede de saúde em 2012, 65% tinham até 29 anos. Ao todo, 55 vítimas eram mulheres negras (42% do total).
Para traçar o perfil das vítimas, foram utilizados dados repassados de vários órgãos governamentais. A advogada e integrante da Uneafro Brasil, Enedina do Amparo Alves, alerta que faltam políticas públicas para reduzir a vulnerabilidade de mulheres negras no país.
“Essa categoria de gênero e de raça no Brasil talvez responda muitas questões que acontecem hoje e infelizmente as políticas públicas não fazem esse recorte social para atender esses grupos que estão vulneráveis”
As vítimas de tráfico humano geralmente são usadas em trabalhos forçados como servidão doméstica e prostituição. Enedina aponta que o país precisa criar formas de proteção a essas mulheres.
“Se as mulheres são as que mais sofrem é porque justamente elas estão mais vulneráveis, é porque elas não têm uma proteção que o Estado deveria oferecer. A gente não discute a existência do racismo. Então enquanto esse mito da igualdade, da democracia racial pairar sobre nós, a gente vai continuar sendo vítima.”
O Tráfico de pessoas fatura pelo menos 32 bilhões de dólares por ano e vitima cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo estimativas da ONU.
De São Paulo, da Radioagência BdF, Leonardo Ferreira.

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