FSM 2011: Imersão Latina participa da cobertura compartilhada em Dakar


O Instituto Imersão Latina faz parte da Ciranda da Comunicação Compartilhada e na próxima semana estarão partindo para Dakar, Senegal três integrantes do IMEL: Brenda Marques e Nelson Pombo, integrantes da Diretoria que atuarão na cobertura e Rosa Pimentel, que junto com mais três músicos celebrarão a diversidade cultural dos povos na África, com um repertório em várias línguas. Aqui neste blog postaremos informações diárias sobre o Fórum e nossa participação. Acompanhem e não deixem de conferir também o portal ciranda.net.

Para quem não poderá estar conosco na África, é possível colaborar via Open FSM. A distância não é impedimento na luta de cada um que participa deste processo de luta por um mundo melhor. Confira abaixo os eixos temáticos do Fórum Social Mundial deste ano.

Ciranda prepara cobertura compartilhada para os 12 eixos temáticos do Fórum Social Mundial em Dakar

Após muitas contribuições, o conjunto dos 11 eixos temáticos propostos para estruturar o espaço físico do Fórum Social Mundial que acontece em Dacar, entre 6 e 11 de fevereiro de 2011, além de receber modificações em cada um deles ganhou o décimo segundo dele: Pela inter-aprendizagem de paradigmas alternativos à crise da civilização hegemônica da modernidade / colonialidade eurocêntrica, por meio da descolonialidade e socialização do poder, especialmente nas relações entre Estado-Mercado-Sociedade; os direitos coletivos dos povos, a des-mercantilização da vida e do "desenvolvimento" e a emergência de subjetividades e epistemologias alternativas ao racismo, eurocentrismo, patriarcado e antropocentrismo.

Os eixos temáticos foram estruturados a partir de três estratégicos:

1) Fortalecer a capacidade ofensiva contra o capitalismo neoliberal e seus instrumentos;

2) Aprofundar as lutas e resistências contra o capitalismo, imperialismo e opressão;

3) Propor alternativas democráticas e populares.

Abaixo, a versão final do documento:

Eixo 1: Por uma sociedade humana fundada sobre princípios e valores comuns de dignidade, diversidade, justiça, igualdade entre todos os seres humanos, independentemente dos gêneros, culturas, idade, deficiências, crenças religiosas, condições de saúde, e pela eliminação de todas as formas de opressão e discriminação baseadas no racismo, xenofobia, sistema de castas, orientação sexual e outros.

Eixo 2: Por uma justiça ambiental e por um acesso universal e sustentável da humanidade aos bens comuns, pela preservação do planeta como fonte de vida, especialmente da terra, da água, das sementes, das florestas, das fontes renováveis de energia e da biodiversidade, garantindo os direitos dos Povos Indígenas, originários, tradicionais, autóctones, nativos, sem estado, quilombolas e ribeirinhos sobre seus territórios, recursos, línguas, culturas, identidades e saberes.

Eixo 3: Pela aplicabilidade e efetividade dos direitos humanos - econômicos, sociais, culturais, ambientais, civis e políticos, incluindo os direitos da criança - especialmente os direitos à terra, à soberania alimentar, à alimentação, à proteção social, à saúde, à educação, à habitação, ao emprego, ao trabalho decente, à comunicação, à expressão cultural e política.

Eixo 4: Pela liberdade de circulação e de estabelecimento de todas e todos, mais particularmente dos migrantes e solicitantes de asilo, das pessoas vítimas de tráfico humano, dos refugiados, dos Povos Indígenas, originários, autóctones, tradicionais e nativos, das minorias, pelo respeito de seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.

Eixo 5: Pelo direito inalienável dos povos ao patrimônio cultural da humanidade, pela democratização dos saberes, das culturas, da comunicação e das tecnologias, valorizando os bens comuns com a finalidade de dar visibilidade aos saberes subjugados, e pelo fim do conhecimento privado e hegemônico, e por mudanças fundamentais do sistema de direitos de propriedade intelectual.

Eixo 6: Por um mundo livre dos princípios e estruturas do capitalismo, da opressão patriarcal, de todas as formas de dominação por potências financeiras, das transnacionais e dos sistemas desiguais de comércio, da dominação neocolonial e por dívidas.

Eixo 7: Pela construção de uma economia social, solidária e emancipatória, com padrões sustentáveis de produção e de consumo e um sistema de comércio justo que ponha fim ao produtivismo e coloque no centro de suas prioridades o equilíbrio de todas as formas de Vida, as necessidades fundamentais dos povos e o respeito à natureza, garantindo sistemas de redistribuição mundial com taxas globais e sem paraísos fiscais, e por um modelo de produção e de consumo alimentar baseados na soberania alimentar que resiste ao modelo industrial, à monopolização das terras, à destruição das sementes nativas e dos mercados locais de alimentos.

Eixo 8: Pela construção e ampliação de estruturas e instituições democráticas, políticas e econômicas locais, nacionais e internacionais, com a participação dos povos nas tomadas de decisão e no controle dos assuntos públicos e dos recursos, respeitando a diversidade e a dignidade dos povos.

Eixo 9: Pela construção de uma ordem mundial baseada na paz, justiça e segurança humana, no direito, ética e soberania, condenando as sanções econômicas, e pela autodeterminação dos povos, em especial dos povos sob ocupação e em situação de guerra e conflitos.

Eixo 10: Pela valorização das vivências, histórias e lutas da África e da diáspora e sua contribuição à humanidade, e pelo reconhecimento da violência do colonialismo e do neocolonialismo.

Eixo 11: Pela reflexão coletiva sobre os movimentos sociais, o processo do Fórum Social Mundial e as perspectivas e estratégias para o futuro, garantindo suas contribuições à realização efetiva de um outro mundo possível e urgente para todos e todas.

Eixo 12: Pela inter-aprendizagem de paradigmas alternativos à crise da civilização hegemônica da modernidade / colonialidade eurocêntrica, por meio da descolonialidade e socialização do poder, especialmente nas relações entre Estado-Mercado-Sociedade; os direitos coletivos dos povos, a des-mercantilização da vida e do "desenvolvimento", e a emergência de subjetividades e epistemologias alternativas ao racismo, eurocentrismo, patriarcado e antropocentrismo.

Visite o site Rumo a Dacar:
http://fsm2011.org/br

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