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En el día Mundial de la Poesía nuestra homenaje al poeta y activista político de izquierda ecuatoriano Humberto Vinuezanue


EL POETA LLEGA muy temprano

o demasiado tarde

cualquier clave del azar lo descamina

en dirección difusa

su hacer se convierte en algo

más que explosión nerviosa del suceso

más que voracidad de contacto

con la nuez del enigma desnudo

el poeta remienda su tropo cada día

represa un torrente de preguntas

y de toda respuesta que se torna otra pregunta

en el extremo más remoto de la totalidad verídica

o del simulacro del conjunto de todos los totales

oye a las esferas cantar en medio del bullicio

y pone la existencia y la cordura en riesgo

por la huella de la idea que la sangre refleja

la suma de todos los poetas

se condensa apenas en la primera vértebra

del hombre iniciado como verso

su meta ondea en la forma de hilvanar

los intervalos de un presente con otro

de estar despabilado

o soñoliento en situaciones intermedias

y de memorizar la voz del ventrílocuo

en su desquiciado dominio

el poeta llega muy temprano

nunca a tiempo

desmedidamente moroso

diferido.

HUMBERTO VINUEZA 

Por Enrique Hernández-D'Jesús


Humberto Vinueza, poeta y activista político de izquierda, falleció la madrugada de 15 de marzo de 2017 en la Clínica Pasteur, en Quito, donde se encontraba internado, aquejado por un cáncer. Vinueza nació en Guayaquil en 1941, pero desarrolló su carrera, tanto poética como política, en Quito. En los años 60 despegó como poeta, y en 1966 formó parte de los Tzántzicos, grupo literario de vanguardia que remeció las letras locales. Colaborar de publicaciones como Pucuna o La bufanda del sol, Vinueza tuvo un papel activo y destacado en la literatura de esa época. Su vena poética siempre estuvo atravesada por sus intereses políticos, que lo llevaron a participar en diversos procesos sociales nacionales; uno de ellos fue la Reforma Agraria, de mediados de los años 70, gracias a su formación de ingeniero agrónomo (realizó sus estudios en la Unión Soviética). Incursionó directamente en la política como candidato a la vicepresidencia en las elecciones de 1979 por el Frente Amplio de Izquierda (FADI). Recientemente estuvo ligado al gobierno de Rafael Correa, en el que se desempeñó como asesor del Ministerio del Interior, hasta antes del 2013, y a partir de entonces y hasta noviembre del 2016 fue embajador del país ante Irán y Pakistán. Poeta y ensayista, Vinueza hizo su última publicación en el 2015: ‘Poesía completa’, editada en Madrid. Uno de sus libros paradigmáticos, de inicios de los 70, es ‘Un gallinzo cantor bajo un sol de a perro’. Tiene alrededor de 15 libros de poesía publicados y actualmente Editorial Eskeletra tiene listos los tomos 1 y 2 de las obras completas del poeta, tituladas ‘La Voz y el Silencio’; próximamente entrarán en circulación. Esta nota ha sido publicado originalmente por Diario EL COMERCIO. 

Publicado en: Unión LIBRE www.unionlibre.rakumin.org/

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