Preconceito ainda é o principal obstáculo ao combate à Aids

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) acreditam que 33,4 milhões de pessoas vivem hoje com o HIV em todo o mundo. Deste total, dois milhões estão na América Latina.

Representantes de cerca de 120 organizações não-governamentais (ONGs) se reuniram hoje em São Paulo, na Praça da República. O tema do encontro deste ano: "Movimento de Aids em Defesa da Vida" reuniu secretarias de saúde, ONGs e sindicatos, com distribuição de preservativos, realização de testes de HIV gratuitos e campanhas informativas sobre o vírus, com o intuito de combater o preconceito em relação aos seus portadores.

O ato visa alertar para as conquistas obtidas no tratamento da doença até agora e também para apontar alguns retrocessos das políticas públicas de saúde aos portadores de Aids, como a deficiência na distribuição de remédios e a dificuldade para receber o medicamento.

Uma as principais formas de combater a doença é o investimento em prevenção, afirmam os especialistas. “Outra forma é com o diagnóstico precoce, para que o tratamento comece cedo e impeça que o vírus faça a doença se manifestar”, afirma o sanitarista Artur Kalichman, adjunto do Programa Estadual de combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids).

Além dos avanços em relação à prevenção e diagnóstico precoce, e também para minimizar os sintomas da Aids, entidades da sociedade civil e Poder Público travam uma luta ferrenha contra um outro efeito colateral: o preconceito.

Vivendo com o HIV

Melany Lima foi contaminada pelo HIV na amamentação. Perdeu o pai aos dois anos e a mãe, aos 13. Ela é de Céu Azul (PR) e hoje, Dia Mundial da Luta Contra a Aids, está em Brasília, a convite do Ministério da Saúde. Integrante de uma rede de jovens com HIV, participa de uma campanha que será lançada contra a discriminação dos soropositivos. Melany vai prestar vestibular para Medicina.

A jovem considera que o “preconceito é um ato de maldade” e conta sobre sua batalha cotidiana para viver bem: “tenho que me alimentar bem, tomar remédio na hora certa, para ficar bem como estou. Tento ser feliz. Tem dias de ‘deprê’, mas logo passa e eu vou à luta.”

Melany é uma das 630 mil pessoas que vivem com o HIV no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. O Brasil registra, por mês, cerca de 35 mil novos casos da doença. Desde o início do surgimento da doença, em 1980, até junho de 2009, foram feitos 544.846 diagnósticos. Neste período, foram registradas 217.091 mortes em decorrência da doença, segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2009.

Falta Estado

Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) Aids do estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, “a questão da prevenção é um grande desafio, principalmente para as populações mais vulneráveis, e o Estado deixa a desejar nesse sentido. Se a gente analisar, no Brasil temos falhado muito na questão do acesso, tanto das pessoas que vivem com o HIV, quanto das demais que precisam do serviço de saúde. Isso é um grande desafio para o governo que está assumindo. É necessário também facilitar acesso aos preservativos e aos testes. Em alguns estados, principalmente do Norte e
Nordeste, isso ainda é muito complicado, e é onde a epidemia tem mostrado um nível de crescimento”.

Pandemia global

A Aids matou no ano passado cerca de dois milhões de pessoas no mundo, mas 2010 traz um certo otimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão. As novas transmissões reduziram 19% desde 1999, alcançando a cifra de 2,6 milhões em 2009, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

Além disso, o acesso aos tratamentos se ampliaram: mais de 5,2 milhões de pessoas tiveram acesso a antirretrovirais nos países em desenvolvimento, quando em 2004 não chegavam aos 700.000 beneficiários.

No entanto, o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé, recordou que 10 milhões de pessoas continuam à espera de um tratamento e os avanços obtidos até agora são muito frágeis por causa da situação financeira mundial.

Atualmente existe uma série de ferramentas para a prevenção e redução de riscos, mas na falta de uma vacina, os pesquisadores tentam acrescentar novos métodos a este arsenal.

Um dos mais promissores é a utilização dos antirretrovirais em pessoas não infectadas. Também está se ensaiando um gel microbicida que cria uma "esperança para toda uma geração de mulheres", segundo Sidibé.

Fonte: http://www.vermelho.org.br - Leia neste site sobre Mitos e Verdades em relação ao vírus HIV.

Veja na rede ning do IMEL vídeo postado pelo colaborar Jaak Bosman
http://imersaolatina.ning.com/profiles/blog/show?id=4104408%3ABlogPost%3A10898

Comentários

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Anônimo disse…
a melany eu comeria sem camisinha numa boa ela tem aids