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30 anos luz de Psiu Poético

30 ANOS DE HISTÓRIA CONTADA COM POESIA
Antologia celebra 30 anos do Salão Nacional de Poesia Psiu Póetico
1º Lançamento dia 10 de junho, 20:00 hs, no Palácio das Artes, BH
Trinta afiados poetas de diversas regiões do País reunidos em um livro que representa 30 anos do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético – um objeto estético que tem o desafio de atravessar, pelo menos, mais três décadas de poesia.
Trata-se de “Trinta Anos-Luz: poetas celebram 30 anos do Psiu Poético”, título da antologia poética organizada pelos poetas Aroldo Pereira (MG), Luis Turiba(RJ) e Wagner Merije(SP) e que será lançado nacionalmente pela Aquarela Brasileira Livros, de São Paulo, e disponibilizado para o público a 35,00 R$ no próximo dia 10 de junho no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir das 20:00 horas.
A partir das 19:00 horas, o poeta Aroldo Pereira fará uma palestra sobre a história dos “30 anos de Psiu Poético – a grande Festa da Poesia Brasileira em Minas Gerais”, na sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes. O Salão de Poesia, um movimento cultural, sempre acontece no mês de outubro entre os dias 04 e 12 na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais, vizinha do Vale do Jequitinhonha.
O segundo lançamento do livro será em Brasília (cidade em que nasceu o Psiu Poético dentro dos corredores da UnB) dia 29 de junho, na livraria Sebinho, antecipado pela palestra proferida por Aroldo Pereira no Beijódromo da Fundação Cultural Darcy Ribeiro, no campus da UnB. Na segunda quinzena de julho, o Psiu Poético receberá homenagem da Universidade Federal no Inverno Cultural de São João Del Rey, onde também haverá uma palestra e o lançamento do livro.
A antologia é saudada por dois professores pós-doutores em Literatura, além de um texto de apresentação do cantor e compositor Jorge Mautner, que sempre frequentou o Psiu Poético. Coube ao professor-poeta Anelito de Oliveira, que viu o Salão nascer na década de 80, pois é titular da Universidade Estadual de Montes Claros, parceira do projeto, escrever um pequeno ensaio sobre a aventura estética da edição. Crítico literário, Anelito é ex-editor do Suplemento Literário de Minas Gerais (1999-2003).


Segundo ele, “Trinta Anos-Luz…” parece “mais produtivo, mais inquietante, da perspectiva de um ‘fluxo’ do que da perspectiva de um ‘fixo’, recordando as categorias do grande Milton Santos: mais como um movimento num processo infinito do que como um lugar de chegada, uma conclusão.


Não só porque várias outras antologias reunindo poemas de participantes do evento foram editadas pela editora Plurarts, do poeta Wagner Torres, editora Millennium, com o poeta Dário Cotrim, e a editora Catrumano, do poeta Jurandir Barbosa, nos últimos anos, mas porque o registro escrito nunca correspondeu à totalidade do Psiu Poético, apesar de ter sido, e continuar sendo, a parte estruturante do evento. Aqui, como nas demais antologias já publicadas, sentimos, sobretudo, a impossibilidade de apresentação do Psiu em sua integralidade, seu caldeirão de linguagens, que paradoxalmente faz deste livro uma metáfora precisa do que é o evento: algo incontível, transbordante, sertânico, glauberiano, riobáldico, mas fundamentalmente pereiriano, vinculado ao fervor criativo de Aroldo Pereira, um poeta ‘full time’.”


Para Anelito, não se trata de uma antologia empenhada em legitimar nomes, “até porque muitos aqui já estão legitimados, mas antes de uma mostra que visa configurar um desenho, tanto quanto possível, sobre o Psiu Poético, revelando, a partir da pluralidade de linguagens, o traço distintivo, referencial do Psiu Poético, que é o convívio dos diferentes como diferentes, sem que seja necessário suprimir suas diferenças.“
A professora Ivone Daré Rabello, do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, no seu texto-comentário, afirma que a antologia reúne ”muitas vozes, muitos temas, muitos modos de expressão. Nesta antologia, escrita a trinta mãos, o interesse não está na diversidade de pontos de vista, escolhas de linguagem, opções imagéticas e estilísticas. Nem na dificuldade em atingir de fato a plena realização formal. Essa diversidade e essa dificuldade são seus pressupostos. O interesse mais autêntico está nas surpresas e nas ponderações a que ela nos conduz.”

……… AGENDA DE LANÇAMENTO ………
2016
Junho
Belo Horizonte/MG – Palácio das Artes – 10 de junho
Brasília/DF – Sebinho e Beijódromo da Fundação Darcy Ribeiro – 29 de junho
Julho - São João Del Rey – Festival de Inverno 
Aquarela Brasileira (25/05/2016)

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