Especial Rio + 20: Mulheres lutam por Justiça Social, Ambiental e pela Igualdade de Direitos na Cúpula dos Povos



Textos e Fotos por Adriana Borges
Conselheira do Imel


Mais de 10 mil mulheres de vários países do mundo participaram da Marcha das Mulheres nesta segunda-feira, 18/06, no Rio de Janeiro. A mobilização faz parte das atividades da Cúpula dos Povos Rio+20 e envolveu mulheres militantes de várias centrais sindicais, de movimentos de trabalhadoras, quilombolas, indígenas e feministas que deram um verdadeiro grito de guerra contra a opressão capitalista e machista. A luta pelo meio ambiente e por uma economia sustentável aliou-se a luta das mulheres por igualdade de salário, por mais creches públicas, pela divisão das tarefas, enfim, pelo reconhecimento da mulher na sociedade.

Os movimentos trouxeram bandeiras coloridas, tambor, batuques, música, dança e muita alegria para a manifestação, que começou às 10 horas da manhã, em frente ao Museu de Arte Moderna (MAM). Estiveram presentes representantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), da Via Campesina Nacional e Internacional, da Articulação das Mulheres Brasileiras (AMB), Marchas das Margaridas, Marcha das Vadias, mulheres de movimentos de trabalhadoras rurais de vários regiões do país, mulheres militantes do Movimento Sem Terra (MST), trabalhadoras urbanas, professoras, profissionais, estudantes secundaristas (UBEs) e universitárias(UNE) e as mulheres mães da Praça de Mayo da Argentina. Juntas, todas conclamaram a construção de um novo mundo, com igualdade e harmonia para homens e mulheres.

Para Maria Claúdia Jesus, do MST de Linhares, Espírito Santo, “participar da Marcha é uma forma de fortalecer e contribuir para a mobilização das mulheres que lutam por várias causas como trabalho, educação e saúde de qualidade para todos. É um movimento para além da luta ambiental, que engloba todas as lutas das mulheres e que reflete sobre a situação da mulher brasileira”, disse.
A Marcha seguiu do MAM pela Av. Presidente Antônio Carlos até chegar ao largo da Carioca, centro do Rio, onde mulheres dos vários movimentos discursaram chamando as mulheres a luta pelos seus direitos. As palavras mais ditas foram sustentabilidade, igualdade, direitos, reconhecimento e harmonia. Ao final da manifestação, a rapper Refem cantou: “Direitos humanos para mim e pra você, direito é direito de mulher”.
Para Rita Teixeira, diretora do Sindicato dos Apicultores de Mossoró, Rio Grande do Norte, “além de cuidar da terra, é preciso legalizar o trabalho das mulheres que trabalham nas áreas rurais durante anos e não tem aposentaria. É urgente que os empresários cuidem mais do meio ambiente. Eles usam a terra, sugam dela tudo o que podem, tiram tudo e depois vendem para o governo fazer reassentamento. A zona rural também está ficando sem água. Quem pode faz irrigação e quem não pode fica sem saída”.


Membro do Coletivo da Marcha das Mulheres de São Paulo, Neide de Oliveira Ramos, destaca que a maior tarefa do movimento de mulheres é a conquista dos espaços de poder, é a plena igualdade de gênero. “Não estamos aqui só lutando por uma economia sustentável, mas também por uma sociedade mais justa e pela igualdade de direitos das mulheres, que hoje são mais escolarizadas e continuam recebendo menos que os homens".



A Marcha seguiu do MAM pela Av. Presidente Antônio Carlos até chegar ao largo da Carioca, centro do Rio, onde mulheres dos vários movimentos discursaram chamando as mulheres a luta pelos seus direitos. As palavras mais ditas foram sustentabilidade, igualdade, direitos, reconhecimento e harmonia. Ao final da manifestação, a rapper Refem cantou: “Direitos humanos para mim e pra você, direito é direito de mulher”.

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